Capítulo 2

Introdução a HTML e CSS

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar." -- Friedrich Wilhelm Nietzsche

2.1 Exibindo informações na Web

A única linguagem que o navegador consegue interpretar para a exibição de conteúdo é o HTML. Para iniciar a exploração do HTML, vamos imaginar o seguinte caso: o navegador realizou uma requisição e recebeu como corpo da resposta o seguinte conteúdo:

  Mirror Fashion

  Bem-vindo à Mirror Fashion, sua loja de roupas e acessórios.

  Confira nossas promoções.
  Receba informações sobre nossos lançamentos por email.
  Navegue por todos nossos produtos em catálogo.
  Compre sem sair de casa.

Para conhecer o comportamento dos navegadores quanto ao conteúdo descrito antes, vamos reproduzir esse conteúdo em um arquivo de texto comum, que pode ser criado com qualquer editor de texto puro. Salve o arquivo como index.html e abra-o a partir do navegador à sua escolha.

Parece que obtemos um resultado um pouco diferente do esperado, não? Apesar de ser capaz de exibir texto puro em sua área principal, algumas regras devem ser seguidas caso desejemos que esse texto seja exibido com alguma formatação, para facilitar a leitura pelo usuário final.

Usando o resultado acima podemos concluir que o navegador por padrão:

Para que possamos exibir as informações desejadas com a formatação, é necessário que cada trecho de texto tenha uma marcação indicando qual é o significado dele. Essa marcação também influencia a maneira com que cada trecho do texto será exibido. A seguir é listado o texto com uma marcação correta:

<!DOCTYPE html>
<html>
  <head>
    <title>Mirror Fashion</title>
    <meta charset="utf-8">
  </head>
  <body>
    <h1>Mirror Fashion</h1>
    <h2>Bem-vindo à Mirror Fashion, sua loja de roupas e acessórios.</h2>
    <ul>
      <li>Confira nossas promoções.</li>
      <li>Receba informações sobre nossos lançamentos por email.</li>
      <li>Navegue por todos nossos produtos em catálogo.</li>
      <li>Compre sem sair de casa.</li>
    </ul>
  </body>
</html>

Reproduza o código anterior em um novo arquivo de texto puro e salve-o como index-2.html. Não se preocupe com a sintaxe, vamos conhecer detalhadamente cada característica do HTML nos próximos capítulos. Abra o arquivo no navegador.

Agora, o resultado é exibido de maneira muito mais agradável e legível. Para isso, tivemos que utilizar algumas marcações do HTML. Essas marcações são chamadas de tags, e elas basicamente dão significado ao texto contido entre sua abertura e fechamento.

Apesar de estarem corretamente marcadas, as informações não apresentam nenhum atrativo estético e, nessa deficiência do HTML, reside o primeiro e maior desafio do programador front-end.

O HTML foi desenvolvido para exibição de documentos científicos. Para termos uma comparação, é como se a Web fosse desenvolvida para exibir monografias redigidas e formatadas pela Metodologia do Trabalho Científico da ABNT. Porém, com o tempo e a evolução da Web e de seu potencial comercial, tornou-se necessária a exibição de informações com grande riqueza de elementos gráficos e de interação.

Começaremos por partes, primeiro entenderemos como o HTML funciona, para depois aprendermos estilos, elementos gráficos e interações.

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2.2 Sintaxe do HTML

O HTML é um conjunto de tags responsáveis pela marcação do conteúdo de uma página no navegador. No código que vimos antes, as tags são os elementos a mais que escrevemos usando a sintaxe <nomedatag>. Diversas tags são disponibilizadas pela linguagem HTML e cada uma possui uma funcionalidade específica.

No código de antes, vimos por exemplo o uso da tag <h1>. Ela representa o título principal da página.

  <h1>Mirror Fashion</h1>

Note a sintaxe. Uma tag é definida com caracteres < e >, e seu nome (h1 no caso). Muitas tags possuem conteúdo, como o texto do título ("Mirror Fashion"). Nesse caso, para determinar onde o conteúdo acaba, usamos uma tag de fechamento com a barra antes do nome: </h1>.

Algumas tags podem receber atributos dentro de sua definição. São parâmetros usando a sintaxe de nome=valor. Para definir uma imagem, por exemplo, usamos a tag <img> e, para indicar qual imagem carregar, usamos o atributo src:

  <img src="../imagens/casa_de_praia.jpg">

Repare que a tag img não possui conteúdo por si só. Nesses casos, não é necessário usar uma tag de fechamento como antes no h1.

2.3 Estrutura de um documento HTML

Um documento HTML válido precisa seguir obrigatoriamente a estrutura composta pelas tags <html>, <head> e <body> e a instrução <!DOCTYPE>. Vejamos cada uma delas:

A tag <html>

Na estrutura do nosso documento, antes de tudo, inserimos uma tag <html>. Dentro dessa tag, é necessário declarar outras duas tags: <head> e <body>. Essas duas tags são "irmãs", pois estão no mesmo nível hierárquico em relação à sua tag "pai", que é <html>.

  <html>
    <head></head>
    <body></body>
  </html>

A tag <head>

A tag <head> contém informações sobre nosso documento que são de interesse somente do navegador, e não dos visitantes do nosso site. São informações que não serão exibidas na área do documento no navegador.

A especificação obriga a presença da tag de conteúdo <title> dentro do nosso <head>, permitindo especificar o título do nosso documento, que normalmente será exibido na barra de título da janela do navegador ou na aba do documento.

Outra configuração muito utilizada, principalmente em documentos cujo conteúdo é escrito em um idioma como o português, que tem caracteres como acentos e cedilha, é a configuração da codificação de caracteres, chamada de encoding ou charset.

Podemos configurar qual codificação queremos utilizar em nosso documento por meio da configuração de charset na tag <meta>. Um dos valores mais comuns usados hoje em dia é o UTF-8, também chamado de Unicode. Há outras possibilidades, como o latin1, muito usado antigamente.

O UTF-8 é a recomendação atual para encoding na Web por ser amplamente suportada em navegadores e editores de código, além de ser compatível com praticamente todos os idiomas do mundo. É o que usaremos no curso.

<html>
    <head>
      <meta charset="utf-8">
      <title>Mirror Fashion</title>
    </head>
    <body>

    </body>
</html>

A tag <body>

A tag <body> contém o corpo do nosso documento, que é exibido pelo navegador em sua janela. É necessário que o <body> tenha ao menos um elemento "filho", ou seja, uma ou mais tags HTML dentro dele.

<html>
  <head>
    <meta charset="utf-8">
    <title>Mirror Fashion</title>
  </head>
  <body>
    <h1>A Mirror Fashion</h1>
  </body>
</html>

Nesse exemplo, usamos a tag <h1>, que indica um título.

A instrução DOCTYPE

O DOCTYPE não é uma tag HTML, mas uma instrução especial. Ela indica para o navegador qual versão do HTML deve ser utilizada para renderizar a página. Utilizaremos <!DOCTYPE html>, que indica para o navegador a utilização da versão mais recente do HTML - a versão 5, atualmente.

Há muitos comandos complicados nessa parte de DOCTYPE que eram usados em versões anteriores do HTML e do XHTML. Hoje em dia, nada disso é mais importante. O recomendado é sempre usar a última versão do HTML, usando a declaração de DOCTYPE simples:

  <!DOCTYPE html>

2.4 Tags HTML

O HTML é composto de diversas tags, cada uma com sua função e significado. O HTML 5, então, adicionou muitas novas tags, que veremos ao longo do curso.

Nesse momento, vamos focar em tags que representam títulos, parágrafo e ênfase.

Títulos

Quando queremos indicar que um texto é um título em nossa página, utilizamos as tags de heading em sua marcação:

<h1>Mirror Fashion</h1>
<h2>Bem-vindo à Mirror Fashion, sua loja de roupas e acessórios.</h2>

As tags de heading são tags de conteúdo e vão de <h1> a <h6>, seguindo a ordem de importância, sendo <h1> o título principal, o mais importante, e <h6> o título de menor importância.

Utilizamos, por exemplo, a tag <h1> para o nome, título principal da página, e a tag <h2> como subtítulo ou como título de seções dentro do documento.

A ordem de importância, além de influenciar no tamanho padrão de exibição do texto, tem impacto nas ferramentas que processam HTML. As ferramentas de indexação de conteúdo para buscas, como o Google, Bing ou Yahoo! levam em consideração essa ordem e relevância. Os navegadores especiais para acessibilidade também interpretam o conteúdo dessas tags de maneira a diferenciar seu conteúdo e facilitar a navegação do usuário pelo documento.

Parágrafos

Quando exibimos qualquer texto em nossa página, é recomendado que ele seja sempre conteúdo de alguma tag filha da tag <body>. A marcação mais indicada para textos comuns é a tag de parágrafo:

<p>Nenhum item na sacola de compras.</p>

Se você tiver vários parágrafos de texto, use várias dessas tags <p> para separá-los:

<p>Um parágrafo de texto.</p>
<p>Outro parágrafo de texto.</p>

Marcações de ênfase

Quando queremos dar uma ênfase diferente a um trecho de texto, podemos utilizar as marcações de ênfase. Podemos deixar um texto "mais forte" com a tag <strong> ou deixar o texto com uma "ênfase acentuada" com a tag <em>. Também há a tag <small>, que diminui o tamanho do texto.

Por padrão, os navegadores renderizarão o texto dentro da tag <strong> em negrito e o texto dentro da tag <em> em itálico. Existem ainda as tags <b> e <i>, que atingem o mesmo resultado visualmente, mas as tags <strong> e <em> são mais indicadas por definirem nossa intenção de significado ao conteúdo, mais do que uma simples indicação visual. Vamos discutir melhor a questão do significado das tags mais adiante.

<p>Compre suas roupas e acessórios na <strong>Mirror Fashion</strong>.</p>

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2.5 Imagens

A tag <img> define uma imagem em uma página HTML e necessita de dois atributos preenchidos: src e alt. O primeiro é um atributo obrigatório e aponta para o local da imagem, já o segundo é um texto alternativo que aparece caso a imagem não possa ser carregada ou visualizada. O atributo alt não é obrigatório, mas é importante ser preenchido para que leitores de tela e robôs de busca, como o Google, consigam ler o conteúdo da imagem.

O HTML 5 introduziu duas novas tags específicas para imagem: <figure> e <figcaption>. A tag <figure> define uma imagem com a conhecida tag <img>. Além disso, permite adicionar uma legenda para a imagem por meio da tag <figcaption>.

<figure>
  <img src="img/produto1.png" alt="Foto do Fuzz Cardigan">
  <figcaption>Fuzz Cardigan por R$ 129,90</figcaption>
</figure>

2.6 A estrutura dos arquivos de um projeto

Como todo tipo de projeto de software, existem algumas recomendações quanto à organização dos arquivos de um site. Não há nenhum rigor técnico quanto a essa organização e, na maioria das vezes, você vai adaptar as recomendações da maneira que for melhor para o seu projeto.

Como um site é um conjunto de páginas Web sobre um assunto, empresa, produto ou qualquer outra coisa, é comum todos os arquivos de um site estarem dentro de uma só pasta e, assim como um livro, é recomendado que exista uma "capa", uma página inicial que possa indicar para o visitante quais são as outras páginas que fazem parte desse projeto e como ele pode acessá-las, como se fosse o índice do site.

Esse índice, não por coincidência, é convenção adotada pelos servidores de páginas Web. Se desejamos que uma determinada pasta seja servida como um site e dentro dessa pasta existe um arquivo chamado index.html, esse arquivo será a página inicial a menos que alguma configuração determine outra página para esse fim.

Dentro da pasta do site, no mesmo nível que o index.html, é recomendado que sejam criadas mais algumas pastas para manter separados os arquivos de imagens, as folhas de estilo e os scripts. Para iniciar um projeto, teríamos uma estrutura de pastas como a demonstrada na imagem a seguir:

Muitas vezes, um site é servido por meio de uma aplicação Web e, nesses casos, a estrutura dos arquivos depende de como a aplicação necessita dos recursos para funcionar corretamente. Porém, no geral, as aplicações também seguem um padrão bem parecido com o que estamos adotando para o nosso projeto.

2.7 Editores e IDEs

Existem editores de texto como Gedit (www.gnome.org), Sublime (http://www.sublimetext.com/), Atom (http://atom.io/) e Notepad++ (http://notepad-plus-plus.org), que possuem realce de sintaxe e outras ferramentas para facilitar o desenvolvimento de páginas. Há também IDEs (Integrated Development Environment), que oferecem recursos como autocompletar e pré-visualização, como Eclipse (https://www.eclipse.org/) e Visual Studio (https://visualstudio.microsoft.com).

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2.8 Primeira página

A primeira página que desenvolveremos para a Mirror Fashion será a Sobre, que explica detalhes sobre a empresa, apresenta fotos e a história.

Recebemos o design já pronto, assim como os textos. Nosso trabalho, como desenvolvedores de front-end, é codificar o HTML e CSS necessários para esse resultado.

2.9 Exercícios: Primeiros passos com HTML

  1. Ao longo do curso, usaremos diversas imagens que o nosso designer preparou. Nesse ponto, vamos importar todas as imagens e demais arquivos que usaremos no decorrer do curso.

    • Copie a pasta mirror-fashion de dentro da pasta Caelum/43 para a área de trabalho de sua máquina.

    • Verifique a pasta img, cheia de arquivos do design do site. Além desta pasta, teremos as pastas js e css, que ainda não usaremos.

      Em casa

      Você pode baixar um ZIP com todos os arquivos necessários para o curso aqui: https://s3.amazonaws.com/apostilas-caelum/caelum-arquivos-curso-web.zip

  2. Dentro da pasta mirror-fashion, vamos criar o arquivo sobre.html com a estrutura básica contendo o DOCTYPE e as tags html, head e body:

       <!DOCTYPE html>
       <html>
         <head>
           <meta charset="utf-8">
           <title>Sobre a Mirror Fashion</title>
         </head>
         <body>
           ... conteúdo da página ...
         </body>
       </html>
    
  3. A página deve ter uma imagem com o logo da empresa, um título e um texto falando sobre ela.

    O texto para ser colocado na página está no arquivo sobre.txt disponível na pasta Caelum/43/textos. São vários parágrafos que devem ser adaptados com o HTML apropriado.

    Após copiar o texto do arquivo sobre.txt, coloque cada um dos parágrafos dentro de uma tag <p>. Coloque também o título História dentro de uma tag <h2>.

    Use a tag <img> para o logo e a tag <h1> para o título. Seu HTML deve ficar assim, no final:

     <img src="img/logo.png" alt="Logo da Mirror Fashion">
    
     <h1>A Mirror Fashion</h1>
    
     <p>
       A Mirror Fashion é a maior empresa de comércio eletrônico no segmento
        de moda em todo o mundo. Fundada em 1932, possui filiais
        em 124 países........
     </p>
    
  4. Um texto corrido sem ênfases é difícil de ler. Use negritos e itálicos para destacar partes importantes.

    Use a tag <strong> para a ênfase mais forte em negrito, por exemplo para destacar o nome da empresa no texto do primeiro parágrafo:

       <p>A <strong>Mirror Fashion</strong> é a maior empresa comércio eletrônico.......</p>
    

    Use também a ênfase com <em> que deixará o texto em itálico. Na parte da História, coloque os nomes das pessoas e da família em <em>.

  5. A página deve ter duas imagens. A primeira apresenta o centro da Mirror Fashion e deve ser inserida após o segundo parágrafo do texto. A outra, é uma imagem da Família Pelho e deve ser colocada após o subtítulo da História.

    As imagens podem ser carregadas com a tag <img>, apontando seu caminho. Além disso, no HTML5, podemos usar as tags <figure> e <figcaption> para destacar a imagem e colocar uma legenda em cada uma.

    A imagem do centro de distribuição está em img/centro-distribuicao.png:

       <figure>
         <img src="img/centro-distribuicao.png"
             alt="Foto do centro de distribuição da Mirror Fashion">
         <figcaption>Centro de distribuição da Mirror Fashion</figcaption>
       </figure>
    

    A imagem da família é a img/familia-pelho.jpg e deve ser colocada na parte de História:

     <figure>
       <img src="img/familia-pelho.jpg" alt="Foto da família Pelho">
       <figcaption>Família Pelho</figcaption>
     </figure>
    
  6. Confira se o seu código final está como a seguir:

     <!DOCTYPE html>
     <html>
       <head>
         <meta charset="utf-8">
         <title>Sobre a Mirror Fashion</title>
       </head>
    
       <body>
         <img src="img/logo.png" alt="Logo da Mirror Fashion">
         <h1>A Mirror Fashion</h1>
    
         <p>
           A <strong>Mirror Fashion</strong> é a maior empresa comércio eletrônico no segmento de
           moda em todo o mundo. Fundada em 1932, possui filiais em 124 países, sendo líder de
           mercado com mais de 90% de participação em 118 deles.
         </p>
    
         <p>
           Nosso centro de distribuição fica em Jacarezinho, no Paraná. De lá, saem 48 aviões que
           distribuem nossos produtos às casas do mundo todo. Nosso centro de distribuição:
         </p>
    
         <figure>
           <img src="img/centro-distribuicao.png"
               alt="Foto do centro de distribuição da Mirror Fashion">
           <figcaption>Centro de distribuição da Mirror Fashion</figcaption>
         </figure>
    
         <p>
           Compre suas roupas e acessórios na Mirror Fashion. Acesse nossa loja ou entre em contato
           se tiver dúvidas. Conheça também nossa história e nossos diferenciais.
         </p>
    
         <h2>História</h2>
    
         <figure>
           <img src="img/familia-pelho.jpg" alt="Foto da família Pelho">
           <figcaption>Família Pelho</figcaption>
         </figure>
    
         <p>
           A fundação em 1932 ocorreu no momento da descoberta econômica do interior do Paraná. A
           família Pelho, tradicional da região, investiu todas as suas economias nessa nova
           iniciativa, revolucionária para a época. O fundador <em>Eduardo Simões Pelho</em>,
           dotado de particular visão administrativa, guiou os negócios da empresa durante mais
           de 50 anos, muitos deles ao lado de seu filho <em>E. S. Pelho Filho</em>, atual CEO.
           O nome da empresa é inspirado no nome da família.
         </p>
    
         <p>
           O crescimento da empresa foi praticamente instantâneo. Nos primeiros 5 anos, já atendia
           18 países. Bateu a marca de 100 países em apenas 15 anos de existência. Até hoje, já
           atendeu 740 milhões de usuários diferentes, em bilhões de diferentes pedidos.
         </p>
    
         <p>
           O crescimento em número de funcionários é também assombroso. Hoje, é a maior
           empregadora do Brasil, mas mesmo após apenas 5 anos de sua existência, já
           possuía 30 mil funcionários. Fora do Brasil, há 240 mil funcionários, além
           dos 890 mil brasileiros nas instalações de Jacarezinho e nos escritórios em
           todo país.
         </p>
    
         <p>
           Dada a importância econômica da empresa para o Brasil, a família Pelho já
           recebeu diversos prêmios, homenagens e condecorações. Todos os presidentes
           do Brasil já visitaram as instalações da Mirror Fashion, além de presidentes
           da União Européia, Ásia e o secretário-geral da ONU.
         </p>
       </body>
     </html>
    
  7. Verifique o resultado no navegador. Devemos já ver o conteúdo e as imagens na sequência, mas sem um design muito interessante.

Boa prática - Indentação

Uma prática sempre recomendada, ligada à limpeza e utilizada para facilitar a leitura do código, é o uso correto de recuos, ou indentação, no HTML. Costumamos alinhar elementos "irmãos" na mesma margem e adicionar alguns espaços ou um tab para elementos "filhos".

A maioria dos exercícios dessa apostila utiliza um padrão recomendado de recuos.

Boa prática - Comentários

Quando iniciamos nosso projeto, utilizamos poucas tags HTML. Mais tarde adicionaremos uma quantidade razoável de elementos, o que pode gerar uma certa confusão. Para manter o código mais legível, é recomendada a adição de comentários antes da abertura e após do fechamento de tags estruturais (que conterão outras tags). Dessa maneira, nós podemos identificar claramente quando um elemento está dentro dessa estrutura ou depois dela.

        <!-- início do cabeçalho -->
        <header>
          <p>Esse parágrafo está "dentro" da área principal.</p>
        </header>
        <!-- fim do cabeçalho -->

        <p>Esse parágrafo está "depois" da área principal.</p>

2.10 Estilizando com CSS

Quando escrevemos o HTML, marcamos o conteúdo da página com tags que melhor representam o significado daquele conteúdo. Aí quando abrimos a página no navegador é possível perceber que ele mostra as informações com estilos diferentes.

Um h1, por exemplo, fica em negrito numa fonte maior. Parágrafos de texto são espaçados entre si, e assim por diante. Isso quer dizer que o navegador tem um estilo padrão para as tags que usamos. Mas, claro, pra fazer sites bonitões vamos querer customizar o design dos elementos da página.

Antigamente, isso era feito no próprio HTML. Se quisesse um título em vermelho, era só fazer:

<h1><font color="red">Mirror Fashion anos 90</font></h1>

Além da tag <font>, várias outras tags de estilo existiam. Mas isso é passado. Tags HTML para estilo são má prática hoje em dia e jamais devem ser usadas.

Em seu lugar, surgiu o CSS, que é uma outra linguagem, separada do HTML, com objetivo único de cuidar da estilização da página. A vantagem é que o CSS é bem mais robusto que o HTML para estilização, como veremos. Mas, principalmente, escrever formatação visual misturado com conteúdo de texto no HTML se mostrou algo bem impraticável. O CSS resolve isso separando as coisas; regras de estilo não aparecem mais no HTML, apenas no CSS.

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2.11 Sintaxe e inclusão de CSS

A sintaxe do CSS tem estrutura simples: é uma declaração de propriedades e valores separados por um sinal de dois pontos ":", e cada propriedade é separada por um sinal de ponto e vírgula ";" da seguinte maneira:

{color: blue;
background-color: yellow;}

O elemento que receber essas propriedades será exibido com o texto na cor azul e com o fundo amarelo. Essas propriedades podem ser declaradas de três maneiras diferentes.

Atributo style

A primeira delas é com o atributo style no próprio elemento:

<p style="color: blue; background-color: yellow;">
O conteúdo desta tag será exibido em azul com fundo amarelo no navegador!
</p>

Mas tínhamos acabado de discutir que uma das grandes vantagens do CSS era manter as regras de estilo fora do HTML. Usando esse atributo style não parece que fizemos isso. Justamente por isso não se recomenda esse tipo de uso na prática, mas sim os que veremos a seguir.

A tag style

A outra maneira de se utilizar o CSS é declarando suas propriedades dentro de uma tag <style>.

Como estamos declarando as propriedades visuais de um elemento em outro lugar do nosso documento, precisamos indicar de alguma maneira a qual elemento nos referimos. Fazemos isso utilizando um seletor CSS. É basicamente uma forma de buscar certos elementos dentro da página que receberão as regras visuais que queremos.

No exemplo a seguir, usaremos o seletor que pega todas as tags p e altera sua cor e background:

<!DOCTYPE html>
<html>
  <head>
    <meta charset="utf-8">
    <title>Sobre a Mirror Fashion</title>
    <style>
      p {
        color: blue;
        background-color: yellow;
      }
    </style>
  </head>
  <body>
    <p>
      O conteúdo desta tag será exibido em azul com fundo amarelo!
    </p>
    <p>
      <strong>Também</strong> será exibido em azul com fundo amarelo!
    </p>
  </body>
</html>

O código dentro da tag <style> indica que estamos alterando a cor e o fundo de todos os elementos com tag p. Dizemos que selecionamos esses elementos pelo nome de sua tag, e aplicamos certas propriedades CSS apenas neles.

Arquivo externo

A terceira maneira de declararmos os estilos do nosso documento é com um arquivo externo, geralmente com a extensão .css. Para que seja possível declarar nosso CSS em um arquivo à parte, precisamos indicar em nosso documento HTML uma ligação entre ele e a folha de estilo (arquivo com a extensão .css).

Além da melhor organização do projeto, a folha de estilo externa traz ainda as vantagens de manter nosso HTML mais limpo e do reaproveitamento de uma mesma folha de estilos para diversos documentos.

A indicação de uso de uma folha de estilos externa deve ser feita dentro da tag <head> do nosso documento HTML:

<!DOCTYPE html>
<html>
  <head>
    <meta charset="utf-8">
    <title>Sobre a Mirror Fashion</title>
    <link rel="stylesheet" href="estilos.css">
  </head>
  <body>
    <p>
      O conteúdo desta tag será exibido em azul com fundo amarelo!
    </p>
    <p>
      <strong>Também</strong> será exibido em azul com fundo amarelo!
    </p>
  </body>
</html>

E dentro do arquivo estilos.css colocamos apenas o conteúdo do CSS:

p {
  color: blue;
  background-color: yellow;
}

2.12 Propriedades tipográficas e fontes

Da mesma maneira que alteramos cores, podemos alterar o texto. Podemos definir fontes com o uso da propriedade font-family.

A propriedade font-family pode receber seu valor com ou sem aspas. No primeiro caso, passaremos o nome do arquivo de fonte a ser utilizado, no último, passaremos a família da fonte.

Por padrão, os navegadores mais conhecidos exibem texto em um tipo que conhecemos como "serif". As fontes mais conhecidas (e comumente utilizadas como padrão) são "Times" e "Times New Roman", dependendo do sistema operacional. Elas são chamadas de fontes serifadas pelos pequenos ornamentos em suas terminações.

Podemos alterar a família de fontes que queremos utilizar em nosso documento para a família "sans-serif" (sem serifas), que contém, por exemplo, as fontes "Arial" e "Helvetica". Podemos também declarar que queremos utilizar uma família de fontes "monospace" como, por exemplo, a fonte "Courier".

h1 {
  font-family: serif;
}

h2 {
  font-family: sans-serif;
}

p {
  font-family: monospace;
}

É possível, e muito comum, declararmos o nome de algumas fontes que gostaríamos de verificar se existem no computador, permitindo que tenhamos um controle melhor da forma como nosso texto será exibido. Normalmente, declaramos as fontes mais comuns, e existe um grupo de fontes que são consideradas "seguras" por serem bem populares.

Em nosso projeto, as fontes não têm ornamentos, vamos declarar essa propriedade para todo o documento por meio do seu elemento body:

body {
  font-family: "Arial", "Helvetica", sans-serif;
}

Nesse caso, o navegador verificará se a fonte "Arial" está disponível e a utilizará para renderizar os textos de todos os elementos do nosso documento que, por cascata, herdarão essa propriedade do elemento body.

Caso a fonte "Arial" não esteja disponível, o navegador verificará a disponibilidade da próxima fonte declarada, no nosso exemplo a "Helvetica". Caso o navegador não encontre também essa fonte, ele solicita qualquer fonte que pertença à família "sans-serif", declarada logo a seguir, e a utiliza para exibir o texto, não importa qual seja ela.

Temos outras propriedades para manipular a fonte, como a propriedade font-style, que define o estilo da fonte que pode ser: normal (normal na vertical), italic (inclinada) e oblique (oblíqua).

2.13 Alinhamento e decoração de texto

Já vimos uma série de propriedades e subpropriedades que determinam o tipo e estilo da fonte. Vamos conhecer algumas maneiras de alterarmos as disposições dos textos.

Uma das propriedades mais simples, porém muito utilizada, é a que diz respeito ao alinhamento de texto: a propriedade text-align.

p {
  text-align: right;
}

O exemplo anterior determina que todos os parágrafos da nossa página tenham o texto alinhado para a direita. Também é possível determinar que um elemento tenha seu conteúdo alinhado ao centro ao definirmos o valor center para a propriedade text-align, ou então definir que o texto deve ocupar toda a largura do elemento aumentando o espaçamento entre as palavras com o valor justify. O padrão é que o texto seja alinhado à esquerda, com o valor left, porém é importante lembrar que essa propriedade propaga-se em cascata.

É possível configurar também uma série de espaçamentos de texto com o CSS:

p {
  line-height: 3px; /* tamanho da altura de cada linha */
  letter-spacing: 3px; /* tamanho do espaço entre cada letra */
  word-spacing: 5px; /* tamanho do espaço entre cada palavra */
  text-indent: 30px; /* tamanho da margem da primeira linha do texto */
}

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2.14 Imagem de fundo

A propriedade background-image permite indicar um arquivo de imagem para ser exibido ao fundo do elemento. Por exemplo:

h1 {
  background-image: url(sobre-background.jpg);
}

Com essa declaração, o navegador vai requisitar um arquivo sobre-background.jpg, que deve estar na mesma pasta do arquivo CSS onde consta essa declaração.

2.15 Bordas

As propriedades do CSS para definirmos as bordas de um elemento nos apresentam uma série de opções. Podemos, para cada borda de um elemento, determinar sua cor, seu estilo de exibição e sua largura. Por exemplo:

body {
  border-color: red;
  border-style: solid;
  border-width: 1px;
}

A propriedade border tem uma forma resumida para escrever os mesmos estilos que adicionamos acima, mas de uma maneira mais simples:

body {
  border: 1px solid red;
}

Para que o efeito da cor sobre a borda surta efeito, é necessário que a propriedade border-style tenha qualquer valor diferente do padrão none.

Conseguimos fazer também comentários no CSS usando a seguinte sintaxe:

      /* deixando o fundo ridículo */
      body {
        background-color: gold;
      }

2.16 Exercícios: Primeiros passos com CSS

  1. Aplicaremos um pouco de estilo em nossa página usando CSS. Dentro da pasta css, crie um arquivo sobre.css, que conterá nosso código de estilo para essa página.

    Em primeiro lugar, precisamos carregar o arquivo sobre.css dentro da página sobre.html, com a tag <link> que deve ser adicionada dentro da tag <head>:

     <head>
       <meta charset="utf-8">
       <title>Sobre a Mirror Fashion</title>
       <link rel="stylesheet" href="css/sobre.css">
     </head>
    

    No arquivo sobre.css, para o elemento <body>, altere a sua cor e sua fonte base por meio das propriedades color e font-family:

     body {
       color: #333333;
       font-family: "Lucida Sans Unicode", "Lucida Grande", sans-serif;
     }
    

    O título principal deve ter um fundo estampado com a imagem img/sobre-background.jpg. Use a propriedade background-image pra isso. Aproveite e coloque uma borda sutil nos subtítulos, para ajudar a separar o conteúdo.

     h1 {
         background-image: url(../img/sobre-background.jpg);
     }
    
     h2 {
         border-bottom: 2px solid #333333;
     }
    

    Acerte também a renderização das figuras. Coloque um fundo cinza, uma borda sutil, deixe a legenda em itálico com font-style e alinhe a imagem e a legenda no centro com text-align.

     figure {
       background-color: #f2eded;
       border: 1px solid #ccc;
       text-align: center;
     }
    
     figcaption {
       font-style: italic;
     }
    

    Teste o resultado no navegador. Nossa página começa a pegar o estilo da página final!

  2. (opcional) Teste outros estilos de bordas em vez do solid que vimos no exercício anterior. Algumas possibilidades: dashed, dotted, double, groove e outros.

    Teste também outras possibilidades para o text-align, como left, right e justify.

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2.17 Cores na Web

Propriedades como background-color, color, border-color, entre outras aceitam uma cor como valor. Existem várias maneiras de definir cores quando utilizamos o CSS.

A primeira, mais simples e ingênua, é usando o nome da cor:

  h1 {
    color: red;
  }

  h2 {
    background-color: yellow;
  }

O difícil é acertar a exata variação de cor que queremos no design. Por isso, é bem incomum usarmos cores com seus nomes. O mais comum é definir a cor com base em sua composição RGB.

RGB é um sistema de cor bastante comum aos designers. Ele permite especificar até 16 milhões de cores com uma combinação de três cores base: Vermelho (Red), Verde (Green), Azul (Blue). Podemos escolher a intensidade de cada um desses três canais básicos, numa escala de 0 a 255.

Um amarelo forte, por exemplo, tem 255 de Red, 255 de Green e 0 de Blue (255, 255, 0). Se quiser um laranja, basta diminuir um pouco o verde (255, 200, 0). E assim por diante.

No CSS, podemos escrever as cores tendo como base sua composição RGB. Aliás, no CSS3 - que veremos melhor depois - há até uma sintaxe bem simples pra isso:

  h3 {
    color: rgb(255, 200, 0);
  }

Essa sintaxe funciona nos browsers mais modernos mas não é a mais comum na prática, por questões de compatibilidade. O mais comum é a notação hexadecimal, que acabamos usando no exercício anterior ao escrever #f2eded. Essa sintaxe tem suporte universal nos navegadores e é mais curta de escrever, apesar de ser mais enigmática.

  h3 {
    background-color: #f2eded;
  }

No fundo, porém, as duas formas são baseadas no sistema RGB. Na notação hexadecimal (que começa com #), temos 6 caracteres, os primeiros 2 indicam o canal Red, os dois seguintes, o Green, e os dois últimos, Blue; ou seja, RGB. E usamos a matemática pra escrever menos, trocando a base numérica de decimal para hexadecimal.

Na base hexadecimal, os algarismos vão de zero a quinze (ao invés do zero a nove da base decimal comum). Para representar os algarismos de dez a quinze, usamos letras de A a F. Nessa sintaxe, portanto, podemos utilizar números de 0-9 e letras de A-F.

Há uma conta por trás dessas conversões, mas seu editor de imagens deve ser capaz de fornecer ambos os valores para você sem problemas. Um valor 255 vira FF na notação hexadecimal. A cor #f2eded, por exemplo, é equivalente a rgb(242, 237, 237), um cinza claro.

Vale aqui uma dica quanto ao uso de cores hexadecimais, toda vez que os caracteres presentes na composição da base se repetirem, estes podem ser simplificados. Então um número em hexadecimal 3366ff, pode ser simplificado para 36f.

2.18 Listas HTML

Não são raros os casos em que queremos exibir uma listagem em nossas páginas. O HTML tem algumas tags definidas para que possamos fazer isso de maneira correta. A lista mais comum é a lista não-ordenada.

<ul>
  <li>Primeiro item da lista</li>
  <li>
    Segundo item da lista:
    <ul>
      <li>Primeiro item da lista aninhada</li>
      <li>Segundo item da lista aninhada</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Terceiro item da lista</li>
</ul>

Note que, para cada item da lista não-ordenada, utilizamos uma marcação de item de lista <li>. No exemplo acima, utilizamos uma estrutura composta na qual o segundo item da lista contém uma nova lista. A mesma tag de item de lista <li> é utilizada quando demarcamos uma lista ordenada.

<ol>
  <li>Primeiro item da lista</li>
  <li>Segundo item da lista</li>
  <li>Terceiro item da lista</li>
  <li>Quarto item da lista</li>
  <li>Quinto item da lista</li>
</ol>

As listas ordenadas também podem ter sua estrutura composta por outras listas ordenadas como no exemplo que temos para as listas não-ordenadas. Também é possível ter listas ordenadas aninhadas em um item de uma lista não-ordenada e vice-versa.

Existe um terceiro tipo de lista que devemos utilizar para demarcar um glossário, quando listamos termos e seus significados. Essa lista é a lista de definição.

<dl>
  <dt>HTML</dt>
  <dd>
    HTML é a linguagem de marcação de textos utilizada
    para exibir textos como páginas na Internet.
  </dd>
  <dt>Navegador</dt>
  <dd>
    Navegador é o software que requisita um documento HTML
    através do protocolo HTTP e exibe seu conteúdo em uma
    janela.
  </dd>
</dl>

Para estilizar o formato padrão das listas ordenadas e não-ordenadas, podemos utilizar a propriedade list-style-type no CSS:

  ul {
    /* alterar para circulo antes de cada <li> da lista não-ordenada */
    list-style-type: circle;
  }

  ol {
    /* alterar para uma sequência alfabética antes de cada <li> da lista ordenada */
    list-style-type: upper-alpha;
  }

2.19 Espaçamento, margem e dimensões

Utilizamos a propriedade padding para espaçamento, margin para margem, height e width para alterar dimensões dos elementos. Vejamos cada uma e como elas diferem entre si.

Padding

A propriedade padding é utilizada para definir um espaçamento interno em alguns elementos (por espaçamento interno queremos dizer a distância entre o limite do elemento, sua borda, e seu respectivo conteúdo) e tem as subpropriedades listadas a seguir:

Essas propriedades aplicam uma distância entre o limite do elemento e seu conteúdo acima, à direita, abaixo e à esquerda respectivamente. Essa ordem é importante para entendermos como funciona a shorthand property do padding.

Podemos definir todos os valores para as subpropriedades do padding em uma única propriedade, chamada exatamente de padding, e seu comportamento é descrito nos exemplos a seguir:

Se passado somente um valor para a propriedade padding, esse mesmo valor é aplicado em todas as direções.

p {
  padding: 10px;
}

Se passados dois valores, o primeiro será aplicado acima e abaixo (equivalente a passar o mesmo valor para padding-top e padding-bottom) e o segundo será aplicado à direita e à esquerda (equivalente ao mesmo valor para padding-right e padding-left).

p {
  padding: 10px 15px;
}

Se passados três valores, o primeiro será aplicado acima (equivalente a padding-top), o segundo será aplicado à direita e à esquerda (equivalente a passar o mesmo valor para padding-right e padding-left) e o terceiro valor será aplicado abaixo do elemento (equivalente a padding-bottom).

p {
  padding: 10px 20px 15px;
}

Se passados quatro valores, serão aplicados respectivamente a padding-top, padding-right, padding-bottom e padding-left. Para facilitar a memorização dessa ordem, basta lembrar que os valores são aplicados em sentido horário.

p {
  padding: 10px 20px 15px 5px;
}

Margin

A propriedade margin é bem parecida com a propriedade padding, exceto que ela adiciona espaço após o limite do elemento, ou seja, é um espaçamento além do elemento em si. Além das subpropriedades listadas a seguir, há a shorthand property margin que se comporta da mesma maneira que a shorthand property do padding vista no tópico anterior.

Há ainda uma maneira de permitir que o navegador defina qual será a dimensão da propriedade padding ou margin conforme o espaço disponível na tela: definimos o valor auto para os espaçamentos que quisermos.

No exemplo a seguir, definimos que um elemento não tem nenhuma margem acima ou abaixo de seu conteúdo e que o navegador define uma margem igual para ambos os lados de acordo com o espaço disponível:

p {
  margin: 0 auto;
}

Dimensões

É possível determinar as dimensões de um elemento, por exemplo:

p {
  background-color: red;
  height: 300px;
  width: 300px;
}

Todos os parágrafos do nosso HTML ocuparão 300 pixels de altura e de largura, com cor de fundo vermelha.

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2.20 Exercícios: Listas e margens

  1. Ainda na página sobre.html, crie um subtítulo chamado Diferenciais e, logo em seguida, uma lista de diferenciais. Use <h2> para o subtítulo, <ul> para a lista e <li> para os itens da lista.

    Dica: você pode copiar o texto dos diferenciais do arquivo diferenciais.txt.

     <h2>Diferenciais</h2>
    
     <ul>
       <li>Menor preço do varejo, garantido</li>
       <li>Se você achar uma loja mais barata, leva o produto de graça</li>
       ....
     </ul>
    

    Teste o resultado no navegador.

  2. Podemos melhorar a apresentação da página acertando alguns espaçamentos usando várias propriedades do CSS, como margin, padding e text-indent.

     h1 {
         padding: 10px;
     }
    
     h2 {
         margin-top: 30px;
     }
    
     p {
         padding: 0 45px;
         text-indent: 15px;
         text-align: justify;
     }
    
     figure {
         padding: 15px;
         margin: 30px;
     }
    
     figcaption {
         margin-top: 10px;
     }
    

    Veja o resultado no navegador.

  3. Para centralizar o body como no design, podemos usar o truque de colocar um tamanho fixo e margens auto na esquerda e na direita:

       body {
           margin-left: auto;
           margin-right: auto;
           width: 940px;
       }
    

    Verifique mais uma vez o resultado.

Quando precisamos indicar que um trecho de texto se refere a um outro conteúdo, seja ele no mesmo documento ou em outro endereço, utilizamos a tag de âncora <a>.

Existem três diferentes usos para as âncoras. Um deles é a definição de links:

<p>
  Visite o site da <a href="http://www.caelum.com.br">Caelum</a>.
</p>

Note que a âncora está demarcando apenas a palavra Caelum de todo o conteúdo do parágrafo exemplificado. Isso significa que, ao clicarmos com o cursor do mouse na palavra Caelum, o navegador redirecionará o usuário para o site da Caelum, indicado no atributo href.

Outro uso para a tag de âncora é a demarcação de destinos para links dentro do próprio documento, o que chamamos de bookmark.

<p>Mais informações <a href="#info">aqui</a>.</p>
<p>Conteúdo da página...</p>

<h2 id="info">Mais informações sobre o assunto:</h2>
<p>Informações...</p>

De acordo com o exemplo acima, ao clicarmos sobre a palavra aqui, demarcada com um link, o usuário será levado à porção da página onde o bookmark info é visível. Bookmark é o elemento que tem o atributo id.

É possível, com o uso de um link, levar o usuário a um bookmark presente em outra página.

<a href="http://www.caelum.com.br/curso/wd43/#contato">
  Entre em contato sobre o curso
</a>

O exemplo acima fará com que o usuário que clicar no link seja levado à porção da página indicada no endereço, especificamente no ponto onde o bookmark contato seja visível.

O outro uso para a tag de âncora é a demarcação de destinos para links dentro do próprio site, mas não na mesma página que estamos. Por exemplo, estamos na página sobre.html e queremos um link para a página index.html.

<p>Acesse <a href="index.html">nossa loja</a>.</p>
  1. No segundo parágrafo do texto, citamos o centro de distribuição na cidade de Jacarezinho, no Paraná. Transforme esse texto em um link externo apontando para o mapa no Google Maps.

    Use a tag <a> para criar link para o Google Maps:

     <a href="https://maps.google.com.br/?q=Jacarezinho">
       Jacarezinho, no Paraná
     </a>
    

    Teste a página no navegador e acesse o link.

  2. Durante o curso, vamos criar várias páginas para o site da Mirror Fashion, como uma página inicial, chamada index.html.

    Queremos, nessa página de Sobre que estamos fazendo, linkar para essa nova página. Por isso, vamos criá-la agora na pasta mirror-fashion com a estrutura básica e um parágrafo indicando em qual página o usuário está. Não se preocupe, ela será incrementada em breve.

    Crie a página index.html:

     <!DOCTYPE html>
     <html>
       <head>
         <meta charset="utf-8">
         <title>Mirror Fashion</title>
       </head>
       <body>
          <h1>Olá, sou o index.html!</h1>
       </body>
     </html>
    

    Adicione um link interno na nossa sobre.html apontando para esta página que acabamos de criar. O terceiro parágrafo do texto possui referência a esta página mas ainda está sem link. Crie o link lá:

       ... Acesse <a href="index.html">nossa loja</a>...
    

    Repare como apenas envolvemos o texto a ser linkado usando a tag <a>.

    Veja o resultado no navegador.

  3. Se reparar bem, ainda nesse terceiro parágrafo de texto há referências textuais para as outras seções da nossa página, em particular para a História e os Diferenciais. Para facilitar a navegação do usuário, podemos transformar essas referências em âncoras para as respectivas seções no HTML.

    Para isso, adicione um id em cada um dos subtítulos para identificá-los:

       <h2 id="historia">História</h2>
    
       ...
    
       <h2 id="diferenciais">Diferenciais</h2>
    

    Agora que temos os ids dos subtítulos preenchidos, podemos criar uma âncora para eles no terceiro parágrafo do texto:

     ... Conheça também nossa <a href="#historia">história</a> e
     nossos <a href="#diferenciais">diferenciais</a>....
    

    Veja o resultado em seu navegador.

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2.23 Elementos estruturais

Já vimos muitas tags para casos específicos como, por exemplo, h1 para títulos, p para parágrafos, img para imagens, ul para listas etc. Além dessas, ainda vamos ver várias outras, mas é claro que não existe uma tag diferente para cada coisa do universo. O conjunto de tags do HTML é bem vasto mas também é limitado.

Invariavelmente você vai cair algum dia num cenário onde não consegue achar a tag certa para aquele conteúdo. Nesse caso, pode usar as tags <div> e <span>, que funcionam como coringas. São tags sem nenhum significado especial e por padrão, não possuem estilo algum, mas podem servir para agrupar um certo conteúdo, tanto um bloco da página quanto um pedaço de texto.

2.24 CSS: Seletores de ID e filho

Já vimos como selecionar elementos no CSS usando simplesmente o nome da tag:

p {
  color: red;
}

Apesar de simples, é uma maneira muito limitada de selecionar. Às vezes não queremos pegar todos os parágrafos da página, mas apenas algum determinado.

Existem, portanto, maneiras mais avançadas de selecionarmos um ou mais elementos do HTML usando os seletores CSS. Vamos ver seletores CSS quase que ao longo do curso todo, inclusive alguns bem avançados e modernos do CSS3. Por enquanto, vamos ver mais 2 básicos além do seletor por nome de tag.

Seletor de ID

É possível aplicar propriedades visuais a um elemento selecionado pelo valor de seu atributo id. Para isso, o seletor deve iniciar com o caractere "#" seguido do valor correspondente.

  #cabecalho {
    color: white;
    text-align: center;
  }

O seletor acima fará com que o elemento do nosso HTML que tem o atributo id com valor "cabecalho" tenha seu texto renderizado na cor branca e centralizado. Note que não há nenhuma indicação para qual tag a propriedade será aplicada. Pode ser tanto uma <div> quanto um <p>, até mesmo tags sem conteúdo como uma <img>, desde que essa tenha o atributo id com o valor "cabecalho".

Como o atributo id deve ter valor único no documento, o seletor deve aplicar suas propriedades declaradas somente àquele único elemento e, por cascata, a todos os seus elementos filhos.

Seletor hierárquico

Podemos ainda utilizar um seletor hierárquico que permite aplicar estilos aos elementos filhos de um elemento pai:

  #rodape img {
    margin-right: 30px;
    vertical-align: middle;
    width: 94px;
  }

No exemplo anterior, o elemento pai rodape é selecionado pelo seu id. O estilo será aplicado apenas nos elementos img filhos do elemento com id=rodape.

2.25 Fluxo do documento e float

Suponhamos que, por uma questão de design, a imagem da família Pelho deva vir ao lado do parágrafo e conforme a imagem abaixo:

Isso não acontece por padrão. Repare que, observando as tags HTML que usamos até agora, os elementos da página são desenhados um em cima do outro. É como se cada elemento fosse uma caixa (box) e o padrão é empilhar essas caixas verticalmente. Mais pra frente vamos entender melhor esse algoritmo, mas agora o importante é que ele atrapalha esse nosso design.

Temos um problema: a tag <figure> ocupa toda a largura da página e aparece empilhada no fluxo do documento, não permitindo que outros elementos sejam adicionados ao seu lado.

Este problema pode ser solucionado por meio da propriedade float. Esta propriedade permite que tiremos um certo elemento do fluxo vertical do documento, o que faz com que o conteúdo abaixo dele flua ao seu redor. Na prática, vai fazer exatamente o layout que queremos.

Em nosso exemplo, o conteúdo do parágrafo tentará fluir ao redor da nossa imagem com float. Perceba que houve uma perturbação do fluxo HTML, pois agora a nossa imagem parece existir fora do fluxo.

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2.26 Exercícios: Seletores CSS e flutuação de elementos

  1. Temos uma <figure> com a imagem do centro de distribuição que queremos centralizar na página (margin auto) e acertar o tamanho (width).

    Para aplicar essas regras apenas a esse figure e não a todos da página, vamos usar o ID. Coloque um id nessa <figure> para podermos estilizá-la especificamente via CSS:

     <figure id="centro-distribuicao">
       ....
    

    Adicionando o CSS:

     #centro-distribuicao {
       margin-left: auto;
       margin-right: auto;
       width: 550px;
     }
    

    Teste no navegador. Compare o resultado com a outra figura que não recebeu o mesmo estilo.

  2. Crie um rodapé para a página utilizando a tag <footer>, que deve ser inserida como último elemento dentro da tag <body>:

         <footer>
             <img src="img/logo.png" alt="Logo da Mirror Fashion">
             &copy; Copyright Mirror Fashion
         </footer>
    

    Teste o resultado no navegador.

  3. Assim como fizemos para os títulos e subtítulos, estilize o nosso rodapé. Repare no uso do id via CSS para selecionarmos apenas o elemento específico que será estilizado. Repare também no uso do seletor de descendentes para indicar um elemento que está dentro de outro.

     footer {
         color: #777;
         margin: 30px 0;
         padding: 30px 0;
     }
    
     footer img {
         margin-right: 30px;
         vertical-align: middle;
         width: 94px;
     }
    

    Teste o resultado final no navegador.

  4. Queremos que a imagem da Família Pelho esteja flutuando a direita no texto na seção sobre a História da empresa. Para isso, use a propriedade float no CSS.

    Como a <figure> com a imagem da família Pelho ainda não possui id, adicione um:

       <figure id="familia-pelho">
       ....
    

    Agora podemos referenciar o elemento através de seu id em nosso CSS, indicando a flutuação e uma margem para espaçamento:

         #familia-pelho {
             float: right;
             margin: 0 0 10px 10px;
         }
    

    Teste o resultado. Repare como o texto é renderizado ao redor da imagem, bem diferente de antes.

  5. (opcional) Faça testes com o float: left também.

  6. (opcional) Teste flutuar a imagem do centro de distribuição. Como o conteúdo fluirá ao seu redor agora? É o que queríamos? Como melhorar?

2.27 O futuro e presente da Web com o HTML5

Nos últimos anos, muito tem se falado sobre a versão mais recente do HTML, o HTML5. Esse projeto é um grande esforço do W3C e dos principais browsers para atender a uma série de necessidades do desenvolvimento da Web como plataforma de sistemas distribuídos e informação descentralizada. Algumas novidades são importantes para a marcação de conteúdo, outras para a estilização com o CSS nível 3 (CSS3) e outras novidades são importantes para interação avançada com o usuário com novas funcionalidades do navegador com JavaScript.

Apesar da especificação já estar completa, existem diferenças entre as implementações adotadas pelos diferentes navegadores ainda hoje. Mesmo assim, o mercado está tomando uma posição bem agressiva quanto à adoção dos novos padrões e hoje muitos projetos já são iniciados com eles.

Em nosso projeto, vamos adotar os padrões do HTML5 e vamos conhecer e utilizar algumas de suas novidades quanto à melhoria da semântica de conteúdo e novas propriedades de CSS que nos permite adicionar efeitos visuais antes impossíveis. Ainda assim, nosso projeto será parcialmente compatível com navegadores obsoletos por conta da técnica Progressive Enhancement.

Código

Resultado